quarta-feira, 17 de junho de 2009

Mãe?

Porque não tenho tido tempo e porque não passaram 9 mêses.

16 comentários:

Anónimo disse...

Eu que sei que as mães serão “in fine”: - as putas!
Enquanto baloiçamos o palito entre dentes e cáries, no ar viciado do bar ou do hálito.
Trocamos as mãos com os tomates, mas faltam-nos o vento para enfunar a vela.
Depois falamos das putas e dos filhos que pariram.
Não foi nada connosco, como o atesta o nosso estado flácido e sentado.
- Putas!
Eunucos!
O mundo estaria melhor entregue às mulheres e nós, esquecidas as minudências, reduzidos a luzidios borradores!

Hepi Najos

Anónimo disse...

Mater (does it?)

Tens as patas entaladas numa lata de atum em e sobre azeite virgem de Mirandela.
A tua coragem descorou com o tempo e óleos corporais.
Não atreves usar a unha e sair.

Praça dos Loios

Anónimo disse...

Há mais marés do que mães no areal da Póvoa.
Ainda assim ninguém arreda pé!

Anónimo disse...

olá, mãe!
Dás-me um copo de líquido amniótico?

Necas

Anónimo disse...

Cada vez que vejo a tua face sinto que cada dia valeu a pena.
Hoje só tenho uma fotografia.


Jorge Harr

Anónimo disse...

Não consigo habituar-me a este vazio.
Alimento-me de cinzas, em busca da centelha iluminada do passado.
Hoje só tenho uma fotografia.

Jorge Harr

Anónimo disse...

É tarde demais para dizer adeus.
Hoje só tenho uma fotografia.

Jorge Harr.

P.S. - obrigado Daniel!

Anónimo disse...

Mãe

Mãe:
Que desgraça na vida aconteceu,
Que ficaste insensível e gelada?
Que todo o teu perfil se endureceu
Numa linha severa e desenhada?

Como as estátuas, que são gente nossa
Cansada de palavras e ternura,
Assim tu me pareces no teu leito.
Presença cinzelada em pedra dura,
Que não tem coração dentro do peito.

Chamo aos gritos por ti — não me respondes.
Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio.
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes
Por detrás do terror deste vazio.

Mãe:
Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Diz que me vês ainda, que me queres.
Que és a eterna mulher entre as mulheres.
Que nem a morte te afastou de mim!

Miguel Torga

Anónimo disse...

"du ventre do mar"

porque fui comer a Matosinhos e uma gaivota me cagou o pescoço, tive a certeza que o peixe era fresco.

DHompesch

Anónimo disse...

Estou impressionado.
Boas malhas.

GF

Anónimo disse...

o homem foi-se embora.
Como se o cordão umbilical não fizesse falta.
Enganei-me. Fez dele um pincel iniciático.
Reconhecido, também me pintei. Como se fosse para a guerra ou para a terra. A ligação não estava muito boa e não compreendi perfeitamente (um rissol de peixe, se faz favor!)
Mas só quando ele me chamar.

jmb

P.P. disse...

Até que enfim encontro um fio à meada... Estava a ver que não te via Daniel... Um abraço grande para ti e para o Guilherme, da Patrícia da Póvoa que continua por Coimbra.

P.P. disse...

Para entrarem em contacto comigo para me darem novidades vossas deixo o meu e-mail: patriciajudite@gmail.com
Um abraço enorme, Patrícia

Anónimo disse...

Todos temos (pelo menos) mãe!

"du Busilis"

Anónimo disse...

é fundamental voltar a amamentar esta arte tão cevada e fervida em àgua de Leça ou de um mosteiro belga.
Dani, onde estás?

Riopele Dinis

Paulo Alves disse...

Agora estou aqui, enquanto não me perco.