Este é um espaço de mostra de um pintor: Daniel Hompesch. Um Belga com a bondade e a aparência do Gaulês Obelix.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Mãe?
Porque não tenho tido tempo e porque não passaram 9 mêses.
16 comentários:
Anónimo
disse...
Eu que sei que as mães serão “in fine”: - as putas! Enquanto baloiçamos o palito entre dentes e cáries, no ar viciado do bar ou do hálito. Trocamos as mãos com os tomates, mas faltam-nos o vento para enfunar a vela. Depois falamos das putas e dos filhos que pariram. Não foi nada connosco, como o atesta o nosso estado flácido e sentado. - Putas! Eunucos! O mundo estaria melhor entregue às mulheres e nós, esquecidas as minudências, reduzidos a luzidios borradores!
Tens as patas entaladas numa lata de atum em e sobre azeite virgem de Mirandela. A tua coragem descorou com o tempo e óleos corporais. Não atreves usar a unha e sair.
Mãe: Que desgraça na vida aconteceu, Que ficaste insensível e gelada? Que todo o teu perfil se endureceu Numa linha severa e desenhada?
Como as estátuas, que são gente nossa Cansada de palavras e ternura, Assim tu me pareces no teu leito. Presença cinzelada em pedra dura, Que não tem coração dentro do peito.
Chamo aos gritos por ti — não me respondes. Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio. Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes Por detrás do terror deste vazio.
Mãe: Abre os olhos ao menos, diz que sim! Diz que me vês ainda, que me queres. Que és a eterna mulher entre as mulheres. Que nem a morte te afastou de mim!
o homem foi-se embora. Como se o cordão umbilical não fizesse falta. Enganei-me. Fez dele um pincel iniciático. Reconhecido, também me pintei. Como se fosse para a guerra ou para a terra. A ligação não estava muito boa e não compreendi perfeitamente (um rissol de peixe, se faz favor!) Mas só quando ele me chamar.
Até que enfim encontro um fio à meada... Estava a ver que não te via Daniel... Um abraço grande para ti e para o Guilherme, da Patrícia da Póvoa que continua por Coimbra.
16 comentários:
Eu que sei que as mães serão “in fine”: - as putas!
Enquanto baloiçamos o palito entre dentes e cáries, no ar viciado do bar ou do hálito.
Trocamos as mãos com os tomates, mas faltam-nos o vento para enfunar a vela.
Depois falamos das putas e dos filhos que pariram.
Não foi nada connosco, como o atesta o nosso estado flácido e sentado.
- Putas!
Eunucos!
O mundo estaria melhor entregue às mulheres e nós, esquecidas as minudências, reduzidos a luzidios borradores!
Hepi Najos
Mater (does it?)
Tens as patas entaladas numa lata de atum em e sobre azeite virgem de Mirandela.
A tua coragem descorou com o tempo e óleos corporais.
Não atreves usar a unha e sair.
Praça dos Loios
Há mais marés do que mães no areal da Póvoa.
Ainda assim ninguém arreda pé!
olá, mãe!
Dás-me um copo de líquido amniótico?
Necas
Cada vez que vejo a tua face sinto que cada dia valeu a pena.
Hoje só tenho uma fotografia.
Jorge Harr
Não consigo habituar-me a este vazio.
Alimento-me de cinzas, em busca da centelha iluminada do passado.
Hoje só tenho uma fotografia.
Jorge Harr
É tarde demais para dizer adeus.
Hoje só tenho uma fotografia.
Jorge Harr.
P.S. - obrigado Daniel!
Mãe
Mãe:
Que desgraça na vida aconteceu,
Que ficaste insensível e gelada?
Que todo o teu perfil se endureceu
Numa linha severa e desenhada?
Como as estátuas, que são gente nossa
Cansada de palavras e ternura,
Assim tu me pareces no teu leito.
Presença cinzelada em pedra dura,
Que não tem coração dentro do peito.
Chamo aos gritos por ti — não me respondes.
Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio.
Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes
Por detrás do terror deste vazio.
Mãe:
Abre os olhos ao menos, diz que sim!
Diz que me vês ainda, que me queres.
Que és a eterna mulher entre as mulheres.
Que nem a morte te afastou de mim!
Miguel Torga
"du ventre do mar"
porque fui comer a Matosinhos e uma gaivota me cagou o pescoço, tive a certeza que o peixe era fresco.
DHompesch
Estou impressionado.
Boas malhas.
GF
o homem foi-se embora.
Como se o cordão umbilical não fizesse falta.
Enganei-me. Fez dele um pincel iniciático.
Reconhecido, também me pintei. Como se fosse para a guerra ou para a terra. A ligação não estava muito boa e não compreendi perfeitamente (um rissol de peixe, se faz favor!)
Mas só quando ele me chamar.
jmb
Até que enfim encontro um fio à meada... Estava a ver que não te via Daniel... Um abraço grande para ti e para o Guilherme, da Patrícia da Póvoa que continua por Coimbra.
Para entrarem em contacto comigo para me darem novidades vossas deixo o meu e-mail: patriciajudite@gmail.com
Um abraço enorme, Patrícia
Todos temos (pelo menos) mãe!
"du Busilis"
é fundamental voltar a amamentar esta arte tão cevada e fervida em àgua de Leça ou de um mosteiro belga.
Dani, onde estás?
Riopele Dinis
Agora estou aqui, enquanto não me perco.
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